quinta-feira, 5 de abril de 2012

"Dançando na chuva"


Desisti de contar estrelas
Se é que elas lá estão à minha espera
Se é que existem lá no alto
Naquele pequeno grande subúrbio
Que não tem olhos
Mas… Que quererão de mim?
Estou saturado de aqui estar
Quero ter mais de ti
Eu sou assim…
Sou tudo aquilo que vês
Já não quero estar (mais) aqui.
Quando o sol se põe
O arco-íris também adormece
Apetece-me…
Atear fogo à chuva
Atirar às chamas todos aqueles momentos
Melancólicos de um tempo vivido outrora
Hoje
Vivo num presente em que pretendo
Rasgar as páginas do ontem e viver o aqui e agora.
Vamos dançar pelas ruas até o dia nascer
E que uma tempestade calma caia
Sobre nós.
Relembremo-nos daquela noite em Hollywood
Onde todas as mentiras transformaram-se em verdades,
Na realidade
Nenhuma delas importa, incomoda ou me interessa
Todas as promessas são vazias, vagas…
Nenhuma me levará para casa
Cada minuto
É uma hora sem cor
Cada momento é único
Cada momento é o último momento
De cada momento
Enquanto recordo-me do teu olhar
Peço que não adormeça e que a ilusão
Nunca, nunca acabe!

Sem comentários:

Enviar um comentário